Se você é médico e tem CNPJ, já deve ter ouvido falar da reforma tributária. O problema é que boa parte do que circula por aí é genérico demais, feito para empresas em geral, e não para quem vive de consulta e atendimento. Então vamos direto ao que interessa pra sua clínica ou consultório.
PIS, Cofins e ISS estão com os dias contados. Eles vão dar lugar a dois novos tributos, o IBS e a CBS, que juntos funcionam como um IVA — imposto sobre valor agregado. Em 2026 estamos na fase de teste: as alíquotas são simbólicas (0,1% de IBS e 0,9% de CBS) e servem basicamente para calibrar o sistema, não para arrecadar de verdade. Mas isso não quer dizer que dá para ignorar o assunto. A partir de agosto, todo documento fiscal eletrônico já precisa trazer esses campos preenchidos, então a parte de sistema e emissão de nota já precisa estar rodando.
A boa notícia é a redução de 60% na alíquota para serviços de saúde. Se a alíquota cheia ficar perto de 28%, consultas e procedimentos médicos devem ficar em torno de 11%, patamar relativamente próximo do atual. Isso vale para médicos de qualquer especialidade — mas os critérios exatos de quais procedimentos entram nessa lista e como funciona o creditamento ainda dependem de regulamentação complementar, então vale acompanhar de perto antes de fechar qualquer conta.


